Educomunicação

Outra novidade da 9ª edição é a participação de crianças e adolescentes nas coberturas educomunicativas das Conferências. A parceria entre CONANDA e Estados, com patrocínio do SESI e Fundação Telefônica, resultou na constituição das Agências de Notícias Estaduais e na formação de mais de 400 novas(os) adolescentes educomunicadoras(es), através de oficinas, montagem de jornal mural, TV de bolso, fotografia, site, rádio, fanzine. Cerca de 60 educomunicadores adolescentes estarão na etapa nacional para realizar a mesma ação.


Estas coberturas estão publicadas em dois espaços para crianças e adolescentes, mas  compartilhadas  para  demais  grupos. São eles: Agência Jovem de Notícias (www.agenciajovem.org) e o blog Juventude Conectada aos Direitos (www.juventudeconectadaaosdireitos.blogspot.com.br/). Neles, você tem acesso a toda produção que vem sendo trabalhada pelos parceiros Rede Andi e Viração Educomunicação com meninas e meninos de todo o país.


Os materiais são compilados nas páginas do CONANDA, a página oficial da 9ª Conferencia(http://www.direitosdacrianca.org.br), nos sites da Secretaria dos Direitos Humanos (www.direitoshumanos.gov.br/) e do Observatório dos Direitos da Criança e do Adolescente/Secretaria Nacional da Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (www.obscriancaeadolescente.gov.br/), ação.


Esse material também está disponível nas redes sociais: Facebook: (https://www.facebook.com/9aCNDCA) e Twitter: #9ConfDCA.


O que é Cobertura Educomunicativa?


A Cobertura Educomunicativa utiliza técnicas do jornalismo. Porém, diferente desta prática que é realizada de maneira mais individual – o repórter, por exemplo, coleta as informações e estrutura sua produção sozinho. A preocupação maior na cobertura educomunicativa é o processo e, para tanto, que os procedimentos sejam executados de forma colaborativa. As crianças e os adolescentes são protagonistas da cobertura. No caso da 9ª Conferencia eles apresentam suas opiniões sobre os temas abordados e numa perspectiva não comercial da informação, comumente tratada pelos veículos da grande imprensa cuja natureza é empresarial. Aprendem a fazer o planejamento de uma cobertura, a levantar dados para suas produções (texto, ilustração, áudio, vídeo, fotografia) a debater suas opiniões, a perceber a importância dos momentos de escuta, a se comunicar com as pessoas, principalmente as que não estão nos eventos, pensando em como mobilizá-las.


Orientada pelo referencial teórico-metodológico de Paulo Freire, a essência da Educomunicação é a intervenção sócio-educativa de formação e mobilização de crianças e adolescentes – para, pelo e com eles – que passam pelas discussões sobre democracia, direitos sociais do cidadão, educação para a paz e de solidariedade entre os povos.


A Educomunicação abre espaço para a criação e fortalecimento de vínculos, não apenas no momento da cobertura, mas na escola e na comunidade. Cria, divulga e fortalece o direito à comunicação que também dá acesso a todos os demais. Vai além da já reconhecida liberdade de expressão: é também o direito de todas as pessoas de ter acesso aos meios de produção e difusão da informação, de ter condições técnicas e materiais para produzir e veicular essas produções e de ter o conhecimento necessário para que sua relação com esses meios ocorra de maneira autônoma.


Por que essa formação é importante?


Neste percurso, crianças e adolescentes empoderam-se, ganham autonomia e senso de coletividade ao compreender de que forma eles podem buscar, sistematizar e multiplicar seus aprendizados em um processo de formação de liderança que compreende e respeita as necessidades específicas da comunidade e da cidade, pois parte da percepção dos sujeitos que residem nela.


O envolvimento dessas crianças e adolescentes contribui para a construção social de uma imagem positiva desse momento da vida, além de promover entre o grupo a leitura crítica dos meios de comunicação. Além disso, ao produzir sua própria comunicação, a imagem do evento, da escola, da comunidade e da cidade também se transforma, ganhando voz e visibilidade não apenas em seu território, mas na sociedade como um todo.